Guide22

🧭 Como funciona

Pegue no telemóvel, saia à rua e passe uma hora a olhar de outra maneira. O Guide22 são passeios em que cada paragem lhe conta uma história e depois lhe faz uma pergunta cuja resposta está mesmo à sua frente — numa placa, na fachada, num monumento. Na internet não a encontra. É esse o truque todo.

  1. 1Escolha um passeioGratuito, sem registo e sem instalar nada. Cada um diz onde começa, quantas paragens tem, quantos quilómetros são e quanto tempo leva mais ou menos.
  2. 2Siga o mapaO telemóvel mostra onde fica a paragem seguinte. As indicações estão escritas como as diria alguém que lá esteve: «atravesse na passadeira e siga pela esquerda; a casa reconhece-se pelo leão por cima da porta».
  3. 3Leia e respondaNa paragem lê uma história do lugar — normalmente das que não vêm nos guias — e depois chega a pergunta. A resposta está ao alcance. Basta deixar de olhar para o telemóvel e levantar a cabeça.

Como é uma paragem

A casa foi mandada construir por um comerciante enriquecido com o açúcar. Por cima da porta mandou gravar as suas iniciais e o ano em que se mudou — e enganou-se nele por um ano. O canteiro pelos vistos sabia e gravou-o à mesma; quem pagava era o cliente. O erro continua lá em cima.

Pergunta: que ano está gravado por cima da porta?

Um exemplo inventado, não uma paragem real — mostrar uma real seria estragar-lhe a resposta. Mas é assim que é, e é este o ponto: essa resposta não se procura no Google, porque nunca ninguém a escreveu na internet. Está talhada em pedra, três metros acima de si.

A pé — mas nem sempre só a pé

A maioria dos passeios faz-se a pé e cabe confortavelmente numa manhã. Em alguns, porém, desloca-se entre paragens: de carro num parque nacional, de elétrico pela cidade, de barco a atravessar uma baía. Vem sempre dito na descrição do passeio, para não o apanhar a meio do caminho.

E não tem de fazer todas as paragens. Umas são obrigatórias — são elas que seguram o percurso — e outras voluntárias: um desvio até um miradouro, uma volta por algo que vale dez minutos a mais. Numa paragem voluntária, o telemóvel diz-lhe já quantos quilómetros e minutos acrescenta, e o senhor decide. O emblema é seu sem elas; na classificação, essas contam.

Seis interruptores para ficar à sua medida

Todos num ecrã antes de começar. Escolhem-se uma vez e valem para o passeio inteiro: a meio não se podem mudar, porque as perguntas já respondidas passariam de repente a contar por outras regras. Uma exceção: se estiver diante de uma paragem que a ordem ainda não abriu, o telemóvel oferece a passagem para ordem livre, e nada do que já respondeu é desfeito. Começar de novo é sempre possível, claro, mas significa responder às perguntas uma segunda vez.

A ordem das paragens
Pelo percurso, ao contrário, ou em qualquer ordem. Ao contrário sabe bem quando mora no extremo oposto. Em qualquer ordem dá jeito com crianças, onde o passo seguinte é decidido pela disposição e não pelo mapa.
Opções ou resposta livre
A resposta livre é a versão honesta e dura: tem de encontrar e escrever. Com opções pode adivinhar-se — e para uma criança de cinco anos isso é um jogo a sério, porque à mesma tem de perceber para onde olhar.
Ajuda e desistir
Dois níveis de ajuda num só interruptor. Se empancar, «Nem ideia — mostra-me as opções» transforma a pergunta em seis respostas para adivinhar. Se ainda assim não sair, «Desisto, mostra-me a resposta» diz-lha sem mais. Nada disto fica registado em lado nenhum nem afeta o emblema. Desligue o interruptor e desaparecem as duas coisas: sem saída.
Só depois de acertar
Ou tem de acertar antes de a paragem seguinte abrir, ou segue caminho e deixa a pergunta pendente. O primeiro é um jogo, o segundo é um passeio. Ambos servem.
Cronómetro
Um cronómetro que pode parar quando quiser. Pausa é pausa a sério: se se sentar a almoçar, o relógio espera. E mesmo que cronometre, o tempo não decide nada na classificação.
Registo do percurso
Guarda por onde andou de facto, para ver depois. Funciona só na aplicação, liga-se à mão, e é a única coisa aqui que envia a sua posição para o servidor à medida que anda.

Um emblema da rua pesa mais do que um do sofá

Um passeio terminado deixa um emblema no seu perfil. Com a localização ligada e respondendo mesmo nas paragens, é «no local». O mesmo passeio feito da secretária dá exatamente o mesmo emblema, com uma placa ONLINE na margem inferior — e com menos peso na classificação. Jogar em casa não é nada de que haja que pedir desculpa; só é preciso que a diferença se veja, porque um emblema que se ganha deitado acabaria por não significar nada.

Avaliar os lugaresNovidade desde setembro de 2026

Pode dar estrelas ao passeio inteiro e a cada paragem em separado — mas só àquela onde esteve mesmo. O direito de avaliar ganha-se tal como o emblema no local. É de propósito: estrelas que qualquer um pode mexer de qualquer sítio não dizem nada sobre o lugar, só sobre quem teve vontade de clicar.

A classificação e como se calcula

A ordem monta-se por camadas. O primeiro critério decide; os seguintes só desempatam:

  1. 1.Emblemas conquistados no local.
  2. 2.Paragens voluntárias onde esteve mesmo.
  3. 3.Emblemas e paragens voluntárias conquistados online.
  4. 4.Quilómetros andados — e só de passeios terminados no local.

O tempo é medido e mostrado, mas não decide nada, nem sequer no fundo da tabela. Ninguém deve descer um lugar por ter parado, acabado a história e fotografado a vista. Isto não é uma corrida.

E quando não lhe apetece sair

De cada cidade escrevemos também os textos longos: a história, o contexto e as histórias que não cabiam numa paragem. Para ler em casa antes da viagem, no comboio, ou em vez do passeio quando chove. Estão em Artigos.

📖 Artigos

Porque resulta com as crianças

Porque têm uma missão. Uma criança arrastada pela cidade aborrece-se; uma criança que procura uma data por cima de uma porta repara nessa porta — e, já agora, no leão ao lado. Com opções o jogo desce na idade; com resposta livre e o botão de desistir desligado sobe até aos adultos. E pode pausar-se a qualquer momento: o passeio espera uma semana.

Alguém percorreu o trajeto

Um passeio não se inventa sobre um mapa. O percurso faz-se a pé, as coordenadas tiram-se no local e em cada pergunta verifica-se que aquilo por que perguntamos é mesmo visível dali e que dá para parar ali. Mas as cidades mudam: um andaime, uma placa nova, uma passagem fechada. Se alguma coisa não bater certo, escreva-nos pelos Comentários e corrigimos.

💬 Comentários

Os factos são verificados, não copiados

Cada data, cada número e cada nome dos nossos textos foi confrontado com fontes independentes, e nas oito línguas ao mesmo tempo. Uma lenda pode aparecer, mas tem de estar assinalada como lenda. Pode ler o que essa verificação trouxe à luz — incluindo os erros que encontrámos nos nossos próprios textos e corrigimos.

🔍 Como verificamos os factos

Rede só precisa mesmo no início

Quando começa o passeio, ele descarrega-se inteiro para o telemóvel: todas as paragens, todas as histórias, todas as perguntas. A partir daí pode perder a rede à vontade — continua tudo, e as suas respostas ficam à espera no telemóvel e enviam-se sozinhas assim que houver por onde. A única coisa que não carrega sem rede é o mapa, porque a licença não permite guardá-lo de antemão. Em cada paragem o caminho também vem descrito por palavras, por isso safa-se sem ele.

Navegador ou aplicação

O site funciona em qualquer telemóvel e não instala nada. A aplicação para Android já está no Google Play e faz as duas coisas que o navegador faz mal: manter a localização com o telemóvel no bolso e o ecrã apagado e registar o percurso. A versão para iPhone está a ser preparada; até lá, aí use o site.

📱 Descarregar para Android

Oito línguas

Checo, inglês, alemão, espanhol, francês, português, chinês e japonês. Não são traduções que alguém fez uma vez e nunca mais tocou: cada correção é feita nas oito versões ao mesmo tempo e depois verifica-se que chegou mesmo a todas.

Quanto custa

Nada. O passeio inteiro faz-se sem pagar e sem conta; o funcionamento é pago pela publicidade. Registar-se compensa pelos emblemas, pelo histórico, pela classificação e pelas avaliações — e porque sem conta o emblema não tem para onde ir.

Perguntas frequentes

Tenho de me registar?
Não. Sem conta faz o passeio inteiro e responde a todas as perguntas. A conta só é precisa quando quer o emblema, a classificação ou avaliar os lugares.
Preciso de internet o tempo todo?
Não, só no início. O passeio descarrega-se inteiro para o telemóvel ao começar e depois funciona sem rede: as respostas ficam à espera no telemóvel e enviam-se sozinhas mais tarde. A única coisa que não carrega é o mapa, e em cada paragem o caminho também vem descrito por palavras.
E se não souber responder a uma pergunta?
A resposta está sempre algures à sua volta: numa placa, num edifício, num monumento. Olhe outra vez e releia a história; a pista costuma estar lá. Depois há o botão «Nem ideia — mostra-me as opções», que transforma a pergunta em seis respostas, e adivinhar entre seis já é outra coisa. Por último surge «Desisto, mostra-me a resposta». As duas têm de estar ligadas antes de começar, e nenhuma fica registada em lado nenhum.
Tem de ser tudo a pé?
Quase sempre sim, e é essa a ideia. Mas em alguns passeios desloca-se entre paragens de carro ou de transportes públicos — a descrição do passeio di-lo de antemão. E pode saltar as paragens voluntárias sem perder o emblema.
Quanto tempo demora um passeio?
Normalmente uma a duas horas. Depende da distância e sobretudo de quanto se ficar a olhar. Cada passeio indica a distância, o número de paragens e uma duração estimada — e pode interrompê-lo a qualquer momento: o relógio para e acaba-o para a semana.
Existe aplicação para telemóvel?
Sim, para Android. No Google Play chama-se Guide22: Walking Tour Quests. Faz tudo o que o site faz e, além disso, mantém melhor a localização com o telemóvel no bolso e consegue registar o percurso. No iPhone use por agora o site; a aplicação está a caminho.